Um novo ano que começa, um novo ciclo que inicia… É o que se costuma ouvir em época de ano novo, resoluções e um monte de promessas e euforias que têm duração semelhante à chegada da primeira fatura do cartão de crédito do ano − a dura realidade. Aprendi, com a filosofia clonada do oriente, por algumas vezes confusa e híbrida, que cada dia é uma nova chance de recomeçar e que, a volta pra casa, não está garantida. Vem daí a essência da presença da morte; não de maneira negativa e fatalista, mas como motivadora de ações diárias e o dever de bem aproveitar cada dia como se fosse o último. Independente disso, cada um de nós possui um ciclo com duração única e que depende de nossos objetivos (estudar para um concurso, viajar pro exterior, treinar para uma competição). Aprendi a ter paciência para compreender que tudo tem sua hora e nem sempre acontece quando queremos. Sim, estou falando da vida.
Passei nos últimos dois anos por uma experiência fantástica, fabulosa, que poucos têm a oportunidade de vivenciar. Tanto as coisas boas (viagens, trabalhos, pessoas que conheci) quanto as ruins (falta de privacidade, resistência e preconceito) foram e são fundamentais como caminho de superação. Me perdi por vezes, esqueci coisas, deixei passar muita parada importante, não consegui conversar com algumas pessoas como gostaria. Normal, visto pelo lado de eu ser humano. Demorou até cair a ficha, até hoje me surpreendo e agradeço muito o que aconteceu em minha vida. Sou grato ao programa, às pessoas que me apoiaram, que foram contra e quem nunca viu o mesmo. Hoje tenho tranquilidade para tocar projetos pessoais, possibilidade de realizar ainda mais sonhos. Muitos confundem sucesso com dinheiro. Não é meu caso. Sucesso é se realizar, ser competente e ir atrás de seus sonhos, realizando-os de alguma forma. E o que se faz para conseguir tais objetivos chamamos de dignidade.
Mesmo em tempos duros, onde provisoriamente morei em uma comunidade (com maior orgulho por sinal) não me faltou dignidade. Sempre fui um profissional dedicado, estudioso e prestativo. Como sempre tive tendência e atração por jogos, ganhei alguns e perdi outros. Sou jogador nato, não ator, músico, (bem que eu gostaria) mal rabisco hq’s e gosto de andar nas sombras. Nunca dependi de site de fofoca ou tive que beijar a mão que, por ventura tenha me agredido. Não precisei puxar saco, fazer média ou pisar em pessoas para chegar onde cheguei. Dei umas porradas, mas tava no contrato. Lógico que gostaria de um trampo de mídia, viajando pra lá e pra cá, tirando onda e ganhando um qualquer. Mas ao que parece, as oportunidades nessa área começam, ao ser lançada a tão sonhada lista de participantes, e se resumem a comentar favoritismo e flash backs terminado antes do fim. E a imagem se dilui, perde força, valor e, ainda por cima enche o cofre de programa e apresentador alheio, quase sempre retribuído com um maravilhoso e caloroso tapinha nas costas. Além de um vistoso título remetendo à alcunha. Vai lá, paga um baita mico, fala de “seus projetos”, fica de macaco de auditório, tchau e benção. Sim, eu passei por isso, admito. Mas como falei antes, sempre há tempo de se arrepender.
Decidi então, que se não tenho o devido respeito (ser rotulado sem dó nem piedade por trás pode Arnaldo?) é melhor nem perder meu tempo. Pode até ser educado, mas sem dar moral. Ganhei o prêmio maior, que é não precisar depender de gente escrota pra viver. Não preciso lamber o chão de quem não gosta de mim ou simplesmente lucra com minha imagem, mas não da a mínima pra isso… O que eu quero falar não me dão moral, o que querem perguntar, então não respondo. Cara pode não tá certo, mas que satisfação pessoal… Me sinto em paz com minha consciência.
Quem quiser me perguntar sobre investimentos financeiros, especulação imobiliária, da minha vida ou besteiras em geral, bem como trocar uma ideia sobre saúde e a vida em geral, me procure e fale ao vivo. Chega de web por enquanto como meio de comunicação. Em breve passo o endereço e estão todos convidados a me conhecer fora das telas, dos monitores e ao alcance da mão para dar um abraço. Nesse novo empreendimento, nesse novo ciclo, as pessoas terão a chance, caso tenham disposição, de me conhecer sem o intermédio de monitores, tvs ou sites de fofoca. Conversa pessoal e direta, como faziam os antigos humanos. Contato físico, olho no olho. Sempre lembrando que tudo que vai, volta e o retorno é de Jedi. abrx #tamojunto
D!

